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sábado, 27 de junho de 2009

A nova simplicidade

Uma tendência transformadora recai sobre a decoração. Sem pudores, desafia o impecável e propõe um jeito simples de enxergar o belo. As trincas, as ferrugens e os carcomidos contam histórias de família e momentos de felicidade. Celebre a beleza do imperfeito

Texto Simone Quintas e Thaís Lauton. Produção Nuria Uliana e Juliana Fanchini

A casa não é apenas um ponto fixo no globo, é um organismo vivo. Ela respira a brisa que entra pelas frestas das janelas, serve-se da luz que invade as aberturas de vidro e alimenta-se das histórias que você traz em suas malas de viagem e de todos os momentos felizes vividos sob o seu teto. Acredite: a sua casa tem alma.

“A simplicidade depende do olhar de cada um. O que é simples para mim pode ser muito mais simples para você. O importante é estar bem com o que faz você se sentir bem” Ricardo Caminada, arquiteto



Rogério Voltan
Repare que o tampo de mármore está rachado. Tudo bem, não precisa correr para trocá-lo. Sobre a mesa, prato fundo de cerâmica, da Nelise Ometto, R$ 53, e guardanapo da Zyancanne, R$ 7
Rogério Voltan
Simples e multiuso, o espiral de ferro, R$ 60 na La Calle Florida, serve para pendurar pequenos vasos de orquídeas nos galhos de árvores ou colocar frutas para os passarinhos


Rogério Voltan
A grade de ferro (1,60 x 0,70 m) garimpada numa caçamba, R$ 450 na La Calle Florida, serve como suporte para vasos de plantas






Rogério Voltan
O portão de ferro desgastado pelo tempo foi transformado em cabeceira. Para deixar a cama aconchegante, invista em uma manta com trabalho manual, como esta, de tricô (1,20 x 1,80 m), R$ 650 na La Calle Florida. Lençóis queen size, fronhas e almofada da Blue Gardenia, R$ 715. Da mesma loja é o abajur Alegro, R$ 135, e o porta-retrato Charlotte, R$ 70. A garrafa de vidro velha serve como moringa. Em meio a tanta simplicidade, um toque de design com o vaso do Estúdio Manus, R$ 485
Rogério Voltan
Poltronas de veludo Coroa, design de Marcelo Rosembaum, R$ 1.926 cada, na Art de Vie Marché. Ao centro, mala de viagem do Estúdio Jacarandá, R$ 1.240, e Murano coral da Stile d.o.c., R$ 2.150. Na bancada de madeira de demolição, garrafas reutilizadas com flores. A poltrona estampada é a Rag Chair, assinada pela Droog Design, R$ 22.938, na Decameron. Ao lado dela, trio de malas da Teo, a partir de R$ 300. Sobre estas, telefone da Desmobilia, R$ 380. Do outro lado, a mesa Plataforma, R$ 1.200, da mesma loja, apoia o abajur Atman, da Bertolucci, R$ 2.660. Futons de seda da Villa Nova, R$ 195 cada. Pôster emoldurado de Mao Tse Tung, obra de Andy Warhol, R$ 960, no Estúdio Jacarandá. Tapete de fibra de Aloe, R$ 1.500 o m², da By KamyDo outro lado, a mesa Plataforma, R$ 1.200, da mesma loja, apoia o abajur Atman, da Bertolucci, R$ 2.660. Futons de seda da Villa Nova, R$ 195 cada. Pôster emoldurado de Mao Tse Tung, obra de Andy Warhol, R$ 960, no Estúdio Jacarandá. Tapete de fibra de Aloe, R$ 1.500 o m², da By Kamy

A volta da naturalidade é o grande sinal dessa mudança, como avisa o portal de tendências WGSN: “A novidade é a exploração da tecnologia para fabricar peças em que nada é perfeito, nada dura e nada está terminado”. A regra é a mesma da natureza. Pense nas árvores. Os mais belos exemplares são aqueles disformes, repletos de sinais e de troncos malformados. “Não acho que exista perfeição. A imperfeição faz parte de nossas vidas. O que vemos nas ruas, as construções, os túneis, tudo foi feito por uma mão humana”, afirma Ricardo. Segundo ele, a incorreção só é notada se ela é vista na sua individualidade. “Em uma sala, você só vai reparar que o espelho de luz está torto se olhar diretamente para ele. As imperfeições somem em um contexto geral”, diz.

“Para que servem tantas coisas, tantos quadros nas paredes, tantos objetos, tantos sapatos e tantos casacos, se eu encontro a paz na luz da vela, no silêncio, no som doce da flauta dos pássaros? A simplicidade é chique” Neza Cesar, decoradora

Rogério Voltan
Bastou uma pintura colorida e um novo tecido no assento para a antiga cadeira de ferro remoçar. Banco Índigo, de madeira teca e bambu, R$ 2.280, na Bali Express. Sobre ele, almofada de patchwork, R$ 358, e de seda rosa bordada, R$ 258, ambas da L’Oeil. Os zabutons verde-limão e rosa são da Futon Company, R$ 150 cada. Tapete de fibras Engenho, R$ 984, na Divinas. No chão, almofadas da Conceito Firma Casa, R$ 469 (maior) e R$ 285 (menor). Mesa Capivara de pequiá maciço, da Madera Um, R$ 988, e bowl de cerâmica da Nelise Ometto, R$ 40. A modelo Livia Pequino veste bata de algodão da Conceito Firma Casa e seu bebê Vitor, macacão da Trousseau

Rogério Voltan
Esculturas em formato de garrafa feitas de madeira reutilizada, R$ 600 (a grande) e R$ 450 (a média), na Benedixt
Rogério Voltan
Detalhe dos pequenos porta-retratos, da Conceito Firma Casa, R$ 71 cada, presos à cabeceira. Pura delicadeza


Rogério Voltan
Se tiver poucos azulejos, use-os apenas para fazer um frontão na bancada da cozinha. Uma faixa é suficiente para proteger a parede de respingos. Outra ideia é criar um painel de mosaico feito com caquinhos de azulejos. Torneiras costumam ser caras. Este modelo de pia, simples, ganhou um passarinho no alto, que o transformou numa peça original. Sai por R$ 70, na La Calle Florida
Rogério Voltan
Um pouco de humor à mesa com a garrafa de vidro da italiana Seletti que imita a de plástico, R$ 133, na Conceito Firma Casa. Da mesma marca, os pratos de sobremesa, de cerâmica, copiam os de alumínio descartável. Por R$ 116, na Benedixt. Também da Benedixt, talheres rococós, que (acredite) são de policarbonato preto, R$ 110, o jogo com 12 peças



Agradecimento especial: Claudia Regina, pela cessão do espaço
Preços pesquisados em maio e sujeitos a variações

Sala de jantar rústica 19

A sala de jantar com pé-direito duplo fica ao lado da cozinha, revestida de cerâmica talavera. A parede à esquerda do passa-pratos foi decorada com ex-votos mexicanos. Os móveis foram comprados em cidades mineiras

Sala de jantar rústica 19

O sofá foi presente do pai da proprietária. A mesa de peroba é de demolição e as luminárias, de folha de bananeira. Os bancos foram feitos pelo caseiro com a madeira da construção

Sala de jantar rústica 19

A pedido dos proprietários, apenas um balcão serve de limite entre a cozinha e a sala de jantar, que tem mesa e cadeiras rústicas garimpadas na cidade paulista de Embu

Sala de jantar rústica 19

A mesa foi mantida no tom natural da madeira e as cadeiras foram pintadas de verde. Os assentos são forrados com tecidos de listras, que deixam o ambiente mais leve

Sala de jantar rústica 19

Mesmo com a cobertura da varanda, a sala de jantar é bem iluminada porque os vãos, entre as colunas de aroeira, são fechados por janelas e portas de correr com vidro para permitir a entrada abundante de luz natural

Sala de jantar rústica 19

A mesa é rodeada por cadeiras de modelos diferentes, que foram pintadas e ganharam assentos e encostos de veludo, buclê e adamascado. Os tecidos foram impermeabilizados para não desbotarem com facilidade e durarem mais tempo

Sala de jantar rústica 19

As mesas e cadeiras de madeira, assim como as paredes feitas de eucalipto e pínus tratados, aquecem o ambiente. Os assoalhos são de araucária. Tudo foi feito com o mínimo de agressão à natureza

Sala de jantar rústica 19

A sala de jantar exibe a mesma mesa de quando a casa foi adquirida pela família do arquiteto, em 1936. Quartos e banheiros são acessados por meio desse ambiente

Sala de jantar rústica 19

Mesa Saarinen com tampo de mármore. Peças de brechó ganharam um toque especial com o lustre de madeira entalhada, enfeitado com cristais pela moradora do apartamento, em Nova York. Espelho com moldura de madeira de demolição

Sala de jantar rústica 19

Nesta casa de praia, a sala de jantar, integrante do living, tem comunicação direta com a cozinha por meio do passa-pratos. Os assentos das cadeiras de vime são de tecido com listras coloridas

Sala de jantar rústica 19

As portas-janelas integram a sala de jantar ao jardim coberto e fechado pelo muxarabi. Mesa mineira de jacarandá antiga. Os móveis e o piso de madeira aquecem o ambiente

Sala de jantar rústica 19

Os móveis antigos de madeira foram restaurados pela arquiteta Marina Linhares, responsável pelo projeto deste dúplex. As cadeiras receberam algodão floral

Sala de jantar rústica 19

Tacos de madeira e mesa mineira de pinho-de-riga conferem rusticidade à sala de jantar da decoradora Christiane Bally. Toque de modernidade, as cadeiras de alumínio são importadas

sala de jantar bca e preta 03

A sala de almoço decorada pelo arquiteto Diego Revolo tem dois tipos de iluminação que deixam o ambiente aconchegante e funcional


Cozinha rústica

Cozinha rústica

Com materiais simples - muitas vezes reutilizados - e um toque de personalidade, é possível deixar a cozinha com o clima aconchegante de fazenda


cozinha rústica 22

Todos os utensílios e louças ficam expostos em prateleira na cozinha, cuja simplicidade é tocante. Sobre o fogão, a panela de cerâmica preta é uma peça do artesanato colombiano. A mesa foi comprada em um antiquário

cozinha rústica 22

Na cozinha, o piso combina ladrilhos hidráulicos e cimento queimado. A mesa foi comprada de um colecionador. O forno a lenha é atração: as rodadas de pizza são frequentes e concorridas

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Ladrilhos hidráulicos ficam lindos quando usados como tapetes. Pode ser a composição de um mesmo desenho ou um patchwork de modelos diferentes. A bicicleta na parede dá o toque inusitado

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Um rústico toque de brasilidade: no lugar de portas, cortinas de chitão fazem o fechamento do armário sob a pia

cozinha rústica 22

O morador herdou a casa de fazenda de 1890. Ao lado do fogão a lenha, um outro mais “moderno”, da década de 40. As portas dos gabinetes foram feitas com janelas reaproveitadas. Na parede, coleção de louças europeias do século 19

cozinha rústica 22

O telhado em duas águas, com tesouras aparentes, cobre a área social e a cozinha com fogão a lenha

cozinha rústica 22

O armário em alvenaria em tom terracota e as galinhas de barro transmitem simplicidade e aconchego. Detalhes especialíssimos: ladrilho hidráulico pintado à mão e cestos de vime usados como gavetas. Portas e armários de madeira maciça de demolição

cozinha rústica 22

O balcão da cozinha, em Campos do Jordão (SP), foi revestido com tacos de ipê e é o único elemento que a separa de uma área da sala, onde o piso de tijolo é interrompido por uma forração de pedra madeira, uma alternativa aos pedriscos

cozinha rústica 22

Paredes de tijolos de demolição. Os armários, pintados de amarelo, têm detalhes e puxadores no mesmo tom de azul das janelas, mesa, cadeiras e coifa. Uma ilha de tijolos com tampo de granito acomoda o fogão de bancada e gavetas para grãos

cozinha rústica 22

As paredes são de tijolos de demolição e madeiras lavadas, com acabamento em pátina branca. O teto, de forro aparente, foi pintado e acima da bancada da pia há um telhado de vidro, que proporciona maior claridade para a área de trabalho

cozinha rústica 22

Exponha utensílios antigos e novos pendurados em ganchos. Aqui, foram deixadas à mostra só as peças que não são usadas. O armário pode ser rústico, mas conta com iluminação interna, acionada automaticamente quando uma das portas é aberta

cozinha rústica 22

Peças com 30 anos foram descoloridas e patinadas, ganhando tampos de granito madrepérola. O trabalho trouxe claridade e o resultado foi um espaço funcional, agradável e bonito. O piso foi decorado com cabouchon azul-cobalto

cozinha rústica 22

O guarda-roupa antigo foi pintado de laca branca e serve de despensa. Nas paredes, as telas antigas da mãe do morador misturam-se aos pratos de porcelana, também de família

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A cozinha da foto anterior em outro ângulo: nas refeições em companhia de amigos, o morador usa todo o ambiente, dispondo o que vai servir sobre a mesa de ferro com tampo de mármore branco e os convidados sentam-se à mesa de madeira com cadeiras antigas

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Armários de cozinha costumam ser caros. Uma opção para baratear é fazer nichos de alvenaria embaixo da pia. Se não quiser uma aparência tão rústica, mescle com móveis planejados

cozinha rústica 22

Nítida influência norte-americana, com armários planejados, objetos trazidos de viagem e livros de culinária completando a ambientação. Luxo dos luxos: o piso é de ladrilho hidráulico

cozinha colorida 23

A cozinha original era bege. A combinação multicolorida nasceu após vários testes de tinta. A parede da bancada recebeu esmalte sintético rosa e os armários laminados, amarelo-flúor. A decoração também foi baseada em cores fortes

cozinha colorida 23

As gaiolas estão em alta na decoração, mas não para aprisionar passarinhos. Há quem as use para colocar vasos de plantas e há quem prefira pintá-las em tons alegres para decorar um ambiente, como feito nesta cozinha

cozinha colorida 23

A paginação dos ladrilhos hidráulicos incrustados no cimento queimado branco forma o desenho de um tapete. Ideia simples, que deixa o ambiente aconchegante. O tom vermelho fechado esquenta o ambiente

cozinha colorida 23

O arquiteto Marcelo Lellis, proprietário desta cozinha, misturou ladrilhos hidráulicos azuis e brancos depois de projetar uma capela no interior de São Paulo com a mesma composição

cozinha colorida 23

Esta cozinha foi toda colorida de vermelho. A única parede branca fica na sala de almoço. O vermelho também aparece nas cadeiras e nas pastilhas de vidro, que fazem o rodapé e uma moldura no piso

cozinha colorida 23

A moradora deste apartamento queria que sua cozinha fosse unificada à sala. Para isso, a parede que separava os ambientes foi abaixo. A integração é feita pela mesa de jantar de oito lugares, com tampo de vidro

coifas 12

A mesa de madeira rústica e traços simples contrasta como visual clean e high-tech da cozinha, quebrando a frieza. Outro ponto de cor está nos pendentes de tom azul

coifas 24

Os armários executados em madeira aquecem a cozinha, que tem piso frio e acessórios de metal. Com um desenho moderno, a coifa deixa o ambiente charmoso

coifas 24

Em harmonia com os outros elementos que compõem a decoração desta cozinha, a coifa escolhida é da cor branca. A extremidade superior do tubo ganhou acabamento de gesso, dando continuidade ao recurso utilizado nas paredes do ambiente

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O piso e o fogão a lenha desta cozinha são de cimento queimado. Os armários são de muxarabiês. Projeto dos arquitetos Newton Massafumi Yamato e Tânia Regina Parma

piso cimento 13

O portão de entrada, revestido com eucalipto autoclavado, protege a casa de olhares curiosos. Ladeado por bromélias, pata-de-elefante, fícus e outras espécies, o caminho feito de placas de cimento e madeira leva à porta de entrada

piso cimento 13

A casa dos anos 1970 foi modernizada: no piso, cimento queimado cortado longitudinalmente, como tábuas de madeira; nas paredes externas, chapisco; a porta de aço e a calha receberam esmalte fosco roxo; escada de granilite

piso cimento 13

No chalé que abriga a sauna, uma sala é reservada ao sossego dos moradores. Para aquecer o ambiente, o piso é de cimento queimado vermelho, em composição com a parede de tijolos aparentes

piso cimento 13

O piso desta sala é de cimento queimado com pó de mármore branco, entremeado com cruzetas. A maioria dos móveis rústicos que compõem a decoração é reciclada ou herdada de família


lustre 20

Esta sala de jantar ganhou um ar sofisticado graças ao poderoso lustre preto. Projeto da arquiteta Vivian Calissi

lustre 20

Com 1 m de diâmetro, o lustre circular é a estrela do ambiente. A sala de jantar tem ainda persiana translúcida, sobreposta por uma cortina de seda. Os arranjos de flores dentro de balões dão um toque de modernidade ao ambiente

lustre 20

Este lustre com cúpulas no estilo Provence ficou mais divertido quando decorado com os penduricalhos da cozinha: peneiras, fuets, pegadores e saca-rolhas

lustre 20

Repare que o lustre de cristal não está centralizado acima do aparador. A peça aparece propositalmente deslocada, mas, ainda assim, proporcional ao móvel

amadteapartywithalis2.jpgQuando eu falo que temos que guardar as coisas… Lá vai a “Maria Lixo”… Olha só esse arranjo! Muito simples de fazer, é só juntar vidros de geléia ou aqueles de papinha de nenê, amarrá-los com uma fita e formar esse simpático arranjo, que tirei do blog (A mad tea party with Alis (http://a-mad-tea-party-with-alis.blogspot.com). Já as flores, não posso dizer os nomes, não conheço nenhuma. A do meio na primeira fileira me parece narciso amarelo, não tenho certeza… as restantes, não sei mesmo. Mas com a variedade de flores que temos por aqui não vai ter problema algum para fazer uma bela composição!