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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Os clássicos na decoração


Objetos antigos podem compor ambientes e torná-los ainda mais chiques

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Sabe aquele objeto do século passado que você herdou do seu bisavô? Ele pode ganhar destaque na decoração da sua casa. Tudo depende da composição. O arquiteto Antônio Ferreira Júnior, de São Paulo, é especializado em antiguidades. Principalmente as da década de 1960. “Clássico é tudo que perdura com o passar dos tempos e continua sendo atual”, afirma. Por isso, itens antigos podem ser inseridos perfeitamente até mesmo em ambientes mais contemporâneos.

Ao lado de Mario Celso Bernardes, Ferreira Júnior já decorou casas de famosos como os artistas Antônio Fagundes, Regina e Gabriela Duarte, Drica Moraes, entre outros. No vídeo abaixo, ele passeia pela Feira de Artes, Cultura e Lazer da Praça Benedito Calixto, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, e dá algumas dicas de como inserir objetos antigos na decoração. “Se você quiser comprar algumas peças mais clássicas, procure as feiras de antiguidades da sua cidade, que oferecem preços mais atraentes, ou vá aos antiquários.”

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Chalé


Um refúgio na mata, esse chalé é super charmoso:




A mistura do rústico com o moderno:








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domingo, 14 de junho de 2009

A cama fica escondida

A cama fica escondida

Durante o dia, este apartamento exibe uma sala aconchegante. À noite, ela se transforma num confortável quarto. A reforma conquistou ambientes multiúso e a marcenaria, bem explorada, fez render cada centímetro – tem até home theater e closet.



Existe apenas uma porta neste apartamento de 50 m². “Demoli quase todas as paredes internas e resolvi demarcar os espaços com painéis de madeira”, explica a arquiteta Regina Adorno. Um deles, giratório, abriga equipamentos de home theater e separa a área da cozinha. O outro painel delimita home office, banheiro e closet, além de esconder uma cama retrátil. Foram necessários cinco meses de reforma para o imóvel convencional, de dois dormitórios, mudar de cara. No novo espaço, multiúso, o proprietário, um executivo recém-separado, recebe as filhas de 10 e 12 anos nos fins de semana. Quando elas chegam, ocupam o sofá-cama. “Disputamos partidas animadas de videogame. O apartamento vira um playground”, conta o morador. “O trunfo do projeto é proporcionar a boa circulação numa área reduzida.”

Casa Claudia desse mês também publicou um apartamento de 70 m² com cimento queimado nas paredes e apartamento de 71 m² com armário dupla face.

O painel, de 2,40 m de altura x 1,60 m de largura x 16 cm de profundidade, abriga a TV de 42” e o equipamento de home theater. Ele gira sobre um eixo, até 180 graus. A fiação, embutida numa tubulação, é acessível por uma porta atrás do móvel.
1 - Cama retrátil A marcenaria de MDF laminado no padrão nogueira (2,40 m de altura x 4,30 m de largura) conta com dois criados-mudos, uma prateleira com porta e a cama, que possui ferragens especiais (Hafele), semelhantes a um pistão. Durante o dia, ela fica imperceptível, embutida (atrás dela, na superfície de madeira, foram fixados quadros com fotos de Rômulo Fialdini. O tapete é da Dargham Home). Este painel e o que comporta a TV foram desenhados pela arquiteta Regina Adorno.
Quanto custa: 15,7 mil reais, os dois painéis, na Marcenaria Deck.
2 - Canto de trabalho Revestido de laminado preto, apresenta bancada, prateleiras e armário. É integrado à zona do banheiro e do closet, porém setorizado pelo piso cimentício (placas de 1 x 1 m, da Castelatto).
3 - Banho à vista Fechado com vidro, o boxe ganhou um espelho dupla face, utilizado também por quem está diante da bancada de limestone, localizada em frente a ele. Há porta somente no ambiente que isola o vaso.
4 - Closet no corredor O laminado branco contribui para clarear o corredor, de 1 m de largura e 2,50 m de comprimento. No piso, réguas de cumaru cobrem a área do closet e do banho (no boxe, foi instalado um deque da madeira).
5 - Listras na parede A arquiteta paginou o desenho no computador e aplicou tinta acrílica de tons de cinza, branco e preto, em listras de espessuras diferentes (5, 18 e 23 cm). “É um recurso barato que causa efeito de movimento e profundidade.”
6 - Bancada de limestone A pedra, com resina impermeabilizante, estende-se ao frontão de 25 cm de altura. Quanto custa: todo o revestimento de limestone baiteg blue usado neste apartamento (bancada da cozinha e do banheiro, parede do boxe) saiu por 4,8 mil reais na Marmoraria Mont Blanc. A empresa cobra 400 reais o m2 do material.
Nem só os grandes painéis de madeira delimitam os ambientes. A iluminação também assume essa função, além de criar cenários. Marcam presença mangueiras de luz embutidas em sancas, dicróicas, pendentes no teto e até uma arandela no boxe.



RENOVAR: Casa gostosa, moradores felizes

Nas matéria a seguir, você confere as histórias de quem ousou mudar o visual dos ambientes. Alguns encararam o quebra-quebra, outros preferiram mexer apenas na roupagem dos móveis e trocar objetos e acessórios. Todos, no entanto, têm uma certeza: a vida ganhou outro sabor depois destas transformações.



Sala reabilita os móveis antigos
O decorador Fernando Piva conquistou carta-branca para remodelar a sala deste apartamento em São Paulo. "Confiei no bom gosto dele", diz a dona, Maria Luiza Fakhoury, que garante ter se emocionado quando viu o resultado. Em dois dias, Piva forrou a parede com retalhos de papel, definiu uma nova distribuição para os móveis, supervisionou a colocação das cortinas e capas nas almofadas do sofá. Anteriormente, já havia definido os tons da cartela de tecidos: cru, rosê, vinho, verde e mostarda. Para as cadeiras francesas, herança da avó de Maria Luiza, escolheu um chenile mesclado, que atualizou o conjunto. O sofá também foi renovado com capas de changeant, um tecido com brilho, e arremate de pesponto duplo. "Voltado para a entrada, o sofá agora convida a sentar", diz o decorador. "A sala de 26 m2 parecia acanhada porque concentrava toda a mobília do lado direito."

DESTAQUE - O painel de retalhos de papel de parede (Wallpaper) combina diferentes texturas e tons - da mesma gama da dos tecidos. A ordem foi definida no local depois de se prender cada pedaço com fita crepe. Um colocador finalizou o serviço.

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Fernando Piva e Maria Luiza.
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Sala antes da reforma.
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A mesa de centro, com objetos da Conceito...
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Foco nos vasos de Jonathan Adler (Benedixt).

Cozinha inaugura outra distribuição
"Queremos uma cozinha sem armários convencionais e com jeito de sala." Esse foi o pedido do casal à arquiteta Paula Bittar, contratada para projetar e executar a reforma deste apartamento dos anos 70. Paula começou, então, eliminando a parede entre esse ambiente e a copa. No quebra- quebra, descobriu um pilar, que não podia ser removido. "Decidi encostar ali o fogão, criando uma espécie de ilha", revela a profissional. Nas costas do equipamento, reservou um canto para refeição e enobreceu toda a área com tacos de amêndola, o mesmo piso das salas. Apenas a parte molhada recebeu porcelanato e um frontão de silestone de 40 cm de altura, material repetido na bancada. Nas paredes, usou tinta acrílica antimofo. A cor cereja foi resolvida depois de muita conversa com o casal. "Ela queria armários coloridos, mas ele achou que ficaria cansativo", conta a arquiteta.

DESTAQUE - O armário sem puxadores ganhou uma pintura gofrato sobre o MDF e três nichos para arejar o bloco de 4,40 m de comprimento. A altura de 1,95 m foi determinada pela viga no teto. O módulo sobre a geladeira armazena bandejas.

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Cadeiras atrapalhariam a passagem...
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Uma caixa de gesso esconde a tubulação...
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Planta da cozinha antes da reforma.
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Planta da cozinha após a reforma.

Quarto bonito, sem quebra-quebra
Faltavam charme, cortinas e aconchego neste ambiente, de 14 m2, de um apartamento com vista para a cidade de São Paulo. Amiga do dono, a arquiteta Zoé Gardini sugeriu uma transformação geral, a começar pelas paredes, com quinas arredondadas, e portas em arco. Os donos, no entanto, exigiam uma reforma rápida, sem grandes obras. "Bolei montantes de madeira, para colocar nos cantos, e placas próximas ao teto, para esconder a curva da porta. Depois pintei tudo de branco", conta Zoé. A cabeceira antiga foi substituída por duas pranchas de teca de reflorestamento. "Elementos naturais aquecem a decoração", explica a arquiteta, que selecionou ainda toras de árvore para as mesas laterais. Do outro lado da cama, escolheu um criado-mudo branco de linhas retas para dar contraste, assim como os abajures cromados. Os tons de azul, amarelo e verde das almofadas casam com a tonalidade do painel.

DESTAQUE - Duas pranchas de teca de 80 cm de largura x 2,30 m de altura compõem esta cabeceira. Elas foram compradas na EcoLeo, loja especializada em madeira de reflorestamento e uma das vencedoras do Prêmio Planeta Casa de 2004.

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A arquiteta Zoé Gardini.
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Quarto antes da reforma.
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De formatos e passe-partout diferentes...
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No canto de leitura, poltrona da Brentwood...
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Jeito de prender - Zoé Gardini sugere fazer...

Banheiro investe nas pastilhas>
Conviver com azulejos floridos e cor-de-rosa não estava nos planos do advogado Luciano Reginato, que tratou de acionar o amigo Roberto Negrete para planejar a reforma do banheiro num sobrado de vila dos anos 40.

A primeira providência foi redistribuir as peças no espaço. "A planta desperdiçava a área do fundo, que reservei para o boxe", fala Negrete. Inicialmente, Luciano pediu revestimentos cinza e pretos, mas aceitou o argumento do amigo. "Ficaria escuro e precisávamos explorar a luz natural para ter amplidão", afirma Negrete. Pastilhas de cerâmica branca, repetidas em paredes, piso e bancada, encarregaram-se desse efeito. Outros recursos que fazem o banheiro de 4,77 m2 parecer maior: vidro fixo em vez de boxe e bancada mais baixa, com 10 cm a menos do que os 80 cm tradicionais.

DESTAQUE
- Uma simples bancada deixaria o visual monótono, por isso Negrete quis plantar ali um bambu-mossô. "Luminosidade e ventilação havia de sobra e a drenagem poderia escorrer pelo boxe", diz. Paisagismo de Thelma Figueiró.

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Vista do banheiro antes da reforma.
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Pastilhas de 2 x 2 cm da Colortil unificam...
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Roberto Negrete.
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O toque colorido fica por conta dos produtos...
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Planta do banheiro antes da reforma.
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Palnta do banheiro depois da reforma.
"Que tivesse referências à cultura grega." Com apenas esse pedido, Mary, uma pesquisadora de línguas apaixonada pelo mundo antigo, encomendou o projeto de sua morada na praia ao casal de amigos Mônica e Paulo Augusto Pedreira, arquitetos de São Paulo. Os dois idealizaram um desenho que dispensou beirais ­ nas ilhas gregas, as casas se encerram com a laje, onde as frutas são deixadas para secarem ao sol. O cuidado com a natureza também imperou nos mínimos detalhes durante toda a execução da obra. E não haveria de ser diferente. Em meio a uma reserva ambiental, na região do Guarujá, litoral de São Paulo, pouquíssimas árvores foram removidas. E retirou-se o mínimo possível de terra para acomodar a casa, que permaneceu suspensa por uma laje de concreto, conferindo leveza ao projeto e menor impacto à preciosa e rica flora do lugar. Cores que se misturam com as tonalidades do Mediterrâneo foram investigadas "até chegarmos ao roxo", diz Paulo.
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